segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Panorama

Às vezes eu esqueço que sou lido. Daí um dia abro minha caixa de entrada e me deparo com: Adoro as coisas que você escreve. Por que parou? Respondo que, na verdade, não parei, muito pelo contrário, acabo de publicar Para Elisa, uma novela de aproximadamente 20.000 palavras, e voltei a trabalhar em Estrelas Mortas, que em sua versão original foi uma novela, mas está prestes a se tornar um romance. E há as outras coisas, claro: um romanção que de vez em quando aumento mais, e um ou outro conto, alguns que concluo, outros que não. Mas é verdade que deixei o blog meio largado, e minha leitora confessou que só me conhecia daqui.

Achei curioso que ela conhecesse meus textos justamente do lugar que considero mais improvável: um blog subnutrido que, sim, já teve seus momentos, mas que hoje nada mais é do que uma forma de exercitar o desapego criativo. Não me considero cronista, não tenho muita vocação para o gênero. Às vezes tento escrever algo sobre determinado tema “do momento”, mas a triste verdade é que em geral eu não me importo. Sou introspectivo, rabugento, meio caipira, meio selvagem, características que costumam resultar em cronistas mais odiados que qualquer outra coisa — Não que eu me importe: Mencken e Nelson Rodrigues são dois homens cuja obra admiro, não me importaria de ser tão odiado quanto eles foram (são).

Mas prometi que voltaria, e voltarei. Certamente “nada será como antes” (abraço, Milton), mas vou tentar aparecer por aqui pelo menos duas vezes por semana para que os eventuais leitores deste blog saibam que sim, “ainda estou aqui”. Para os que preferem me acompanhar “bem de perto” (como era mesmo o nome daquele personagem de King... Norman?), ainda tô sendo manipulado pelo Instagram; e na minha Página de Autor, da Amazon, vocês podem ficar sabendo em primeira mão quando algo novo aparecer por lá: é só clicar em seguir e voilá.

Acho que é isso. Vejo vocês dentro de alguns dias.